Bahrein
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Mas, apesar do fim do estado de emergência, as autoridades barenitas mantiveram forte presença de militares e policiais nas ruas para dissuadir tais manifestações.
O rei Hamad Al Khalifa anunciou que um diálogo nacional sobre reformas deve ter início no mês de julho.
Os manifestantes, em sua maioria muçulmanos xiitas, vêm pedindo reformas políticas e igualdade de direitos em relação à elite política do país, formada por islâmicos sunitas.
O símbolo da contestação no Bahrein foi demolido, mas, a oposição continuou de pé. O monumento no centro da Praça Pérola, na capital, foi demolido no dia 18 de março.
Manifestantes bloquearam, no dia 13 de março, a principal via de acesso ao Bahrain Financial Harbour, maior distrito comercial do centro bancário do Golfo Arábico, enfrentando a polícia que disparou bombas de gás lacrimogêneo e canhão de água.
Em um dos confrontos mais violentos desde que o exército matou sete manifestantes, em 17 de fevereiro, jovens ergueram barricadas ao redor da estrada, após um esmagador conflito com a polícia perto da praça de Pearl, foco dos confrontos há semanas.
As manifestações não cessam no Barehin. Manifestantes oposicionistas bloquearam no dia 28 de fevereiro o prédio do Parlamento e se concentraram em frente à emissora estatal, em uma tentativa de aumentar a pressão sobre a monarquia após duas semanas de manifestações e confrontos.
O Bahrein é mais um país árabe que vem enfrentando, desde o início de fevereiro, manifestações populares que pedem, entre outras coisas, a saída da dinastia que está no poder há 40 anos.
Segundo o jornal britânico "Guardian", a reação contra o rei Hamad bin Issa al Khalifa e seu círculo mais próximo reflete a escalada nas reivindicações feitas pelos manifestantes que, no início, se limitavam a solicitação de demissão do premiêr, e, no entanto, depois de confrontos com soldados da dinastia Khalifa e de algumas mortes, a população pede a saída da família real.
A família real, de origem sunita, é acusa de favorecimentos àqueles da mesma tendência religiosa, enquanto que a população xiita, que corresponde a 70% do total, sente-se discriminada pela atuação do governo.
As reivindicação dos manifestantes vão desde a adoção de um regime de monarquia constitucional, com maiores poderes ao Parlamento e ao primeiro-ministro, passam pelo desejo de igualdade entre sunitas e xiitas e chegam a exigência da renúncia da família real.
Sob pressão interna e externa, as autoridades do Bahrein libertaram recentemente 23 militantes xiitas, acusados de terrorismo, que se beneficiaram do perdão real. Mas as manifestações continuam.

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